
Se você também ama viajar, mas acredita que nem tudo precisa ser perfeito pra valer a pena, bem-vinda ao Além da Mala.
Aqui eu compartilho experiências reais, aprendizados e confissões de uma viajante que ainda erra, acerta e se encanta com o caminho.
Hoje eu quero falar sobre algo que me acompanha desde a primeira vez que coloquei o pé fora de casa com uma mala na mão: o prazer de escrever sobre viagens.
Não é só uma forma de registrar lugares. É, pra mim, uma forma de entender o que vivi e continuar viajando, mesmo depois que o avião pousa.
Nos últimos tempo, escrever sobre viagens nunca foi uma tarefa automática.
Eu não escrevo só pra recomendar destinos ou listar atrações, escrevo porque é o único jeito de colocar pra fora o que eu senti estando lá.
Enquanto escrevo, volto a sentir o cheiro do café que tomei numa esquina qualquer, o vento frio batendo no rosto no alto de um mirante, ou o som de risadas misturado à música de rua.
Esses detalhes que a memória tenta apagar, a escrita me ajuda a guardar.
Muitas vezes, percebo que entendo melhor a viagem depois que escrevo sobre ela.
É como se cada palavra me ajudasse a reorganizar o que aconteceuo que foi lindo, o que deu errado, o que me transformou.
Quando decidi criar o Além da Mala, uma das minhas intenções era ser o mais honesta possível.
A internet está cheia de roteiros perfeitos e fotos impecáveis, mas a verdade é que a maioria das viagens não é assim.
Nem sempre a hospedagem é boa, nem sempre o tempo ajuda, e nem sempre o destino corresponde às expectativas e tudo bem.
Quero compartilhar o que realmente acontece, o que funcionou, o que deu errado, o que eu faria diferente.
Porque viajar é isso: viver histórias que, no momento, parecem confusas, mas depois viram boas risadas e boas lições.
É também uma forma de conversar com quem me lê.
De dizer: “ei, eu também me perco, também esqueço o adaptador, também compro lembrancinhas demais”.
Quando volto pra casa, ainda fico um tempo processando tudo.
A rotina tenta me puxar de volta, mas enquanto escrevo, é como se eu estendesse a viagem mais um pouquinho.
Cada texto é uma nova passagem de volta: revisito lugares, lembranças e sensações que o tempo poderia levar embora.
E, de certa forma, escrever me lembra por que gosto tanto de viajar.
Escrever é o que me faz perceber que eu volto diferente de cada lugar, mesmo que o mundo lá fora continue igual.
Porque, no fim das contas, as melhores histórias não cabem na mala, mas dá pra guardar aqui.


